Aquilo que o artista esqueceu
A trovoada,
a chuva
e o sol,
que, apesar de tudo,
ainda espreita,
são uma obra de arte
esculpida e exposta
nas linhas do artista;
mas ele esqueceu
da tua brisa fresca
na minha pele.
A cortina esvoaça leve pelo quarto
e fala do vento.
A tarde cai tranquila,
e eu,
quer feche os olhos
ou olhe o tempo,
crio, de modo simples, mas intenso,
aquilo que o artista esqueceu:
A tua brisa fresca
que me aquece,
trecho lúcido
deste amor imenso!

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